domingo, 7 de novembro de 2021

Faz sentido purismo cultural dentro do Horror Punk?

 Toda banda ou artista que canta/compõe música em inglês aqui no Brasil já ouviu isso milhares de vezes:

"Tá pagando pau pra gringo? Canta em português, pô, tu nasceu no Brasil!"

Logicamente nem sempre com esse tom agressivo, mas com certeza MUITAS variações desse argumento.

Aí você grava músicas em português, e tem que ouvir:

"Ahhh, mas tá fazendo isso só pra fazer média, né, paga pau!".

Eu tenho discos gravados dentro dos 2 idiomas. Também tenho composições em latim (a música "Dies Irae"), que é um idioma que domino, e música em Guarani ("Carcará-Vingança"). Pretendo em algum momento lançar um disco só com letras em espanhol também, pois adoro a língua. 

Poderia ficar enrolando em dar minha opinião, mas aqui está ela: esse pensamento faz tanto sentido quanto o Manuscrito Voynich. É uma opinião escrotaça que deixa de considerar um zilhão de fatos básicos.


O Purismo cultural musical


Vamos analisar mais a fundo.

Essa ideia de que se você nasceu em determinado país você DEVE se expressar apenas dentro da lingua e de gêneros nacionais recebe vários nomes, sendo o mais comum o nome "Purismo cultural", ou "Purismo musical,".

Não vou nem discutir isso em âmbito geral. Vou focar apenas dentro do Horror Punk.

Faz sentido cobrar por Purismo cultural dentro do horror punk?

Faz sentido cobrar Purismo cultural dentro de um gênero que surgiu nos Estados Unidos na década de 70? Peço que se atentem as palavras "ESTADOS UNIDOS".

O horror punk não surgiu no Brasil. 

Se é pra ser purista cultural, não se devia sequer estar tocando esse estilo.


A questão linguística

"Aí, TLHP, mas cantar em português facilita o entendimento, a mensagem".

Sim, concordo. Se o seu foco for exclusivamente o mercado nacional, o enorme e GIGANTESCO cenário horror punk brasileiro, está valendo. Desculpem a ironia, mas temos sim que reconhecer que a cena nacional de horror punk, ainda que competente, variada e produtiva, com muita gente boa e bandas incríveis, é muito, muito pequena.

Qual é o problema se a banda almeja entrar no mercado internacional? Cantar em inglês pode ser uma ferramenta facilitadora.

"Ahhh, então você vai se vender, é isso?"

Não. Mas se eu gosto da minha música, e quero que ela chegue ao maior número de pessoas, porque não?

Todo mês eu pago as fraldas e o leite do meu filho com a grana que pinga no Bandcamp do TLHP GRAVEYARD, e TODAS as vendas são de pessoas FORA do Brasil, raríssimas exceções.

Mesmo quando canto em português acontece um fenômeno curioso: o meu disco "A Morte Veio antes do segundo Take", com 13 músicas cantadas em português, tem mais downloads na Argentina e nos USA do que aqui do Brasil.

Em números absolutos (contando até hoje, 8 de Novembro de 2021) foram 27 downloads da Argentina, 43 dos Estados Unidos, e apenas 19 do Brasil. 


O Contato com outros idiomas passa pelo histórico de vida de cada um

Outro fator a ser considerado é o quanto uma segunda língua é natural para você. Eu falo inglês fluente desde meus 13 anos de idade, e trabalho como professor desde que tinha 18 (hoje tenho 38).

"Ahhh, mas se você é um Playboyzinho, não tenho a ver com isso, cara"

Na verdade, sou filho de uma empregada doméstica e um encanador. Nem meu pai nem minha mãe concluíram sequer o ensino fundamental.

Sou autista, o que traz uma série de consequências bem limitantes em minha vida. Não consigo fazer 1 milhão de coisas que para quase todo mundo é absolutamente trivial. Não consigo usar lápis, por exemplo, pois o som do grafite no papel me dá crises de desregulação (pesquisem sobre isso, é um porre).

Mas por outro lado, também em decorrência do autismo, eu tenho uma grande facilidade de aprender certas coisas de forma rápida e totalmente auto didata, como idiomas.

Aprendi inglês, espanhol e Latim por conta disso.

E junte a isso o fato de meu hiperfoco autista ser a literatura, temos um cenário em que para mim esses idiomas são tão presentes em minha vida quanto o próprio português.

Vivemos em um mundo interconectado, onde as informações chegam de lugares próximos e distantes.

A maioria das pessoas que defendem esse Purismo quase sempre estão vestindo camisas e usando celulares feitos na China, e já passaram horas escutando Ramones, Misfits, Metallica, Iron Maiden, Deep Purple. Vestem tênnis de marcas americanas e se amarram em motocicletas feitas em uma fábrica lá do Tenesse.

E como eu falei, em minha vida, esses outros idiomas são super comuns. 

Agora, na hora de compor, para agradar ultra nacionalistas que bebem Black Label eu preciso fingir que inglês é uma língua com a qual eu não estou familiarizado?

Não faz sentido.

Rock and roll, punk rock, horror punk são estilos que se tornaram universais. Eles não saíram de suas fronteiras para serem "aprisionadas" em outras. Isso sim é desvirtuar a essência desses estilos.

Esses estilos sempre pregam a liberdade. Rock and roll é liberdade.

E não dá pra apoiar a liberdade cagando regra sobre o que as pessoas devem fazer.

Se quiser cantar horror punk em sanscrito arcaico, cante: isso não faz de você um vendido paga pau de gringo, faz de você apenas um artista cantando em sanscrito arcaico.

Tem um certo presidente por aí que adora usar discurso de Purismo cultural...

 

sábado, 6 de novembro de 2021

Blogs de música ainda são relevantes hoje em dia?

 People, hoje levanto uma reflexão que sempre passa pela minha cabeça:

Manter um blog compensa? Tem alguma relevância? Vale o esforço e o tempo gasto?

Logicamente o que se segue é apenas as minhas conclusões pessoais.

Esse aqui não é meu blog principal. Eu mantenho um outro blog chamado QUEST RPG SOLO, com foco em jogos narrativos e literatura. Esse outro blog tem quase 20 vezes mais visitas mensais que esse aqui.

Eu particularmente acho que a forma como as pessoas vêem os blogs se desvirtuou muito por conta dessa ânsia capitalista de que TUDO tem que gerar receita ou então não serve.

Os blogs surgiram inicialmente para serem espaços PESSOAIS, uma ferramenta onde a pessoa pudesse se expressar. Foi pensado para ser um tipo de site (todo blog não deixa de ser um site) onde a pessoa facilmente pudesse imprimir suas características pessoais, estilo de escrita...

Uma vez, não muito tempo atras viram a forma como eu escrevo sobre música, e me convidaram para participar de um outro blog. Eu  aceitei e qual não foi minha surpresa quando poucos dias depois fui informado que eu deveria "profissionalizar" minha escrita, melhorar, pois minha escrita não era boa o suficiente para "os padrões do blog". 

Tipo, você é convidado por causa da forma como você escreve, e logo em seguida é criticado por causa da forma como você escreve.

E isso aconteceu dentro da cena underground,o que torna a situação ainda mais absurda. Enfim, águas passadas.

Eu particularmente acho que a era dos blogs já passou, ao menos no cenário musical. Sei que tem muita gente levando bravamente a bandeira de estilos e gêneros, mas é apenas o nicho do nicho dentro do nicho, exatamente como ESSE blog aqui. Objetivamente, pouca relevância.

Então...por que eu continuo escrevendo artigos que vão ser lidos por no máximo 50 pessoas?

Justamente por gostar muito da proposta original dos blogs. Ainda temos a chance de ter espaços de expressão, de individualidade. Não tem nada que me soe mais fake do que o conceito de "blog neutro". É pra ser pessoal, é pra se posicionar, expor.

E também porque eu uma terapia. Uns gostam de fazer churrasco e beber cerveja, que é muito bom. Já eu gosto de escrever,.

Especialmente sobre música.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

TRIBUTO AO ZUMBIS DO ESPAÇO - Entrevista com André Honorato, idealizador do Projeto!

 People

No último dia 29, às vésperas do Halloween de 2021, fomos brindados com um lançamento muito bacana e interessante: um disco de tributo ao grande Zumbis do Espaço, o principal nome do horror punk nacional.

O Tributo foi idealizado pelo André Honorato, integrante da banda Ossos Cruzados, outro importante nome do cenário horror punk nacional.

Quer conhecer um pouco mais o som da banda Ossos Cruzados? Veja aqui

O petardo reúne 16 grandes nomes da cena prestando homenagem ao Zumbis, através de releituras muito dignas e bem feitas. Após escutar várias vezes cada uma das músicas, posso afirmar que nenhuma versão ficou abaixo da média. Tudo aqui é extremamente bem feito e bem realizado!

Segue abaixo essa pequena entrevista que o André gentilmente concedeu ao TLHP, contando um pouco mais a fundo como foi encabeçar um projeto tão grande assim.

Espero que curtam!


1-      Como surgiu a ideia de realizar esse tributo ao Zumbis do Espaço?

A ideia surgiu após uma conversa com o Tor onde eu apresentei uma versão de “Onde os fracos não têm vez” que a minha banda (Ossos Cruzados) fez para uma live na pandemia, nessa ocasião falei sobre a importância do Zumbis do Espaço e que havia uma cena Horror Punk que tinha como uma das principais influencias o som deles. Nesse momento pensei, por que não temos ainda um tributo ao Zumbis com bandas declaradas fãs do trabalho do Zumbis? Assim começou a peleja...


2-      Como foi elaborado/escolhido o cast de bandas que participaram?

A princípio a ideia era apenas ter bandas do cenário Horror Punk, então fui em busca da adesão das que estavam mais ativas, isso é produzindo ou tocando. De cara tive a adesão de diversas dessas bandas, mas ao longo do processo algumas desistiram por diversos motivos, como falta de estúdio, falta de grana e por ai vai. Para manter um volume legal de bandas tributo decidi convidar bandas que de alguma forma são influenciadas pelo horror e gostam do legado do Zumbis.


3-      Da ideia inicial até o lançamento agora, quanto tempo se passou? Quais os maiores desafios enfrentados?

Desde o início da ideia até o lançamento se passou quase um ano. Foi um ano difícil para todo mundo, difícil de lidar com as notícias, difícil de produzir. Além disso, somos bandas do underground e muitas vezes tiramos do nosso bolso para fazer o nosso som, no geral foi caótico, mas conseguimos e tenho certeza de que temos uma grande tributo.


4-      Por favor, comente um pouco sobre a importância do Zumbis do Espaço para cenário musical brasileiro.

Eu sou muito fã do Zumbis do Espaço e eles me influenciaram musicalmente durante toda minha trajetória. Mas considero que a maior qualidade do Zumbis é a capacidade de contar histórias de terror através da música e na nossa linha nativa. Além disso, a banda e mantem-se ativa e sempre lançou materiais (mersh) com grande qualidade que faz a alegria de qualquer colecionador.

 

5-      O álbum tributo já está em todas as plataformas digitais. Quais os próximos passos que podemos esperar?

Sim, o tributo está disponível em todas as plataformas e a ideia é que em breve saia um edição física em CD, além disso o pessoal pode fazer a reserva da camiseta com a estampa do Tributo pelo Instagram @honorato.ossos.

Espero no próximo ano realizar mais tributos temáticos homenageando autores de livros de terror que influenciam as bandas de horrorpunk brasileiras, vamos trabalhar para isso.


É isso. Está disponível em todas as plataformas, e também no youtube, nessa playlist aqui:

Tributo Musicas Youtube

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

EP Especial de Natal - Horror Punk Natalino?

 O primeiro contato sério que tive com o punk rock foi em 2011, com o álbum "Christmas Songs" da banda Bad Religion.

Foi um momento mágico; eu simplesmente adorei aquele disco.

Na época eu estava terminando meus estudos na faculdade de Música, onde estava concluindo meus estudos Violão Erudito. 

Eu só escutava jazz, música erudita, metal melodico e rock progressivo.

Aliás, foi o rock progressivo que me trouxe até o Bad Religion, uma vez que o segundo disco do grupo foi um disco de rock progressivo (muita gente nem faz ideia disso, né?).

Eu queria saber como uma banda conseguiu sair de um disco de punk (no primeiro lançamento), ir para o progressivo no segundo e logo em seguida retornar ao punk, onde seguiria e faria sucesso de fato. Gostei do disco progressivo (que a maioria dos fãs odeia, e a própria banda não gosta muito de falar sobre ele), e também dos outros voltados ao punk rock. Sem dúvida foi a banda que abriu o caminho do punk em minha vida.

Achei a ideia do disco punk de natal fantástica. 

Sempre gostei muito de várias coisas relacionadas ao Natal.

Logicamente odeio o frenesi consumista e não sou sequer cristão.

Mas adoro as músicas de Natal, principalmente aquelas mais tradicionais. E também os quadros. Eu trabalho com quadros, e sempre fui fascinado pela forma como o tema é retratado nas telas.

Enfim, é isso:

Começa hoje a gravação de 6 músicas clássicas de Natal na versão TLHP GRAVEYARD. Horror Punk natalino?

SIM!

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

O que escutar no HALLOWEEN? Dicas

Galera, inspirado pelo post do José Roque , vou colocar aqui alguns discos que na minha opinião combinam muito bem com HALLOWEEN. Como normalmente eu já falo muito de horror punk, aqui só falo de outros estilos


COVEN - WITCHCRAFT DESTROYS MINDS AND RAPE SOULS

O maior representante do OCCULT ROCK das décadas de 60 e 70. Fazem um som que mistura psicodelia com folk rock, com algumas das letras mais satânicas de todos os tempos. Não se engane com o som leve; a maioria das letras de Black metal não chegam nem no calcanhar do que os caras fazem aqui. E a voz da vocalista é uma das coisas mais bonitas que já ouvi na vida.


BAUHAUS - IN THE FLAT FIELD

Os pais do Gothic Rock em um disco escuro, claustrofóbico, experimental, sombrio, sinistro. Uma aula de minimalismo musical. Isso aqui é maravilhoso. 


BLACK WIDOW - SACRIFICE

Outra lenda de OCCULT ROCK da década de 70. Lembra muito o Deep Purple Dos 3 primeiros discos. Solos de guitarra fantásticos mais uma aura hiponga pra cantar sobre rituais e cramunhões.


SAINT VITUS - BORN TOO LATE

O Saint Vitus pega os momentos mais sombrios e arrastados do Black SABBATH e multiplica por 10. Deixa de lado a vibe blues e jazzistica que as vezes vemos no SABBATH, e investe só no lado sorumbático e tenebroso da parada.


LUCFERIAN LIGHT ORCHESTRA - Auto Intitulado

Essa banda tem uma vibe muito similar ao GHOST, mas com vocais femininos preponderantes. Além disso apresenta influências diversas, que vão do rock progressivo ao death metal, e até mesmo metal melódico. Uma mistureba com letras pra lá de profanas.

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Lenda Urbana: The Spider Skeleton

 Muitas lendas urbanas rondam a data de halloween.

Algumas são sinistras, outras engraçadas, e muitas realmente assustam as pessoas toda vez que são contadas.

Hoje vou falar da lenda urbana da SPIDER SKELETON, que foi trazida à vida pelo Adriano lá de Águas da Prata. Todo o crédito da história é do Adriano Benjamim Haidamus Carvalho.

Conta a lenda que existe uma estranha criatura habitando os bosques e florestas da região. Ainda que os registros principais venham do município de Águas da Prata, local onde o Adriano reside, existem relatos de aparições da Spider Skeleton em outras cidades e até mesmo em outros países, como Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca e Polônia.


O que seria a SPIDER SKELETON?

Seria essa uma criatura sobrenatural com o formato de um aracnídeo, mas totalmente feita de ossos. Seu tamanho varia, mas a maioria dos relatos dizem que ela é maior que uma criança de 9 ou 10 anos, podendo ficar ainda maior quando em posição de ataque ou defesa.

A cada 2 anos, ela precisa coletar ossos para reconstituir seu corpo, podendo assumir a forma esquelética da criatura do qual o osso é proveniente. Inclusive, se o osso for de proveniência humana, a criatura poderá se tranformar em um esqueleto humano. E não apenas isso: se a spider skeleton ingerir carne no processo, ela também poderia reconstituir um corpo para si e até mesmo se "disfarçar" como um membro daquela espécie, habilidade essa que ela usa para atrair presas para dentro da floresta.

 Apesar de atacar todo tipo de animal, a Spider Skeleton tem predileção por presas humanas.

Dizem que todo halloween representa o ultimo dia de caça da criatura, que depois entra em um estado de torpor/dormência onde permanece por 2 anos, começando novamente o ciclo.

Não se conhece nenhuma fraqueza conhecida nem uma forma de capturá-la. Não se sabe se ela sobrevive indefinidamente ou se deixa descendentes por meio de algum processo.

Então fica aqui a dica: não ande perto de bosques e florestas na época do halloween, e não chegue muito perto de aranhas de aparência suspeita!

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

HELLMASK: Um projeto nacional independente e foda

 Galera, hoje venho no blog para apresentar um projeto musical relacionado ao horror muito bacana que descobri recentemente: HELLMASK.


Trata-se de um projeto capitaneado pelo músico e dublador José Roque, do Rio de Janeiro.

O Hellmask prima pela diversidade em seus trabalhos, abarcando estilos diferentes como soundtrack, horror metal, ROCKABILLY (com um tributo à Elvis), eletrônico e muito mais.

É um projeto produtivo e inquieto, visivelmente feito com MUITO carinho pelo horror e conhecimento de causa.

Aqui o Bandcamp Oficial da banda: HELLMASK

Mesmo gravando de forma independente,a qualidade das gravações é muito boa por sinal.

Em breve falarei mais desse projeto.

Além do Hellmask, o José Roque canta em uma banda tributo ao Misfits muito legal também, focando na fase Danzig da banda.

terça-feira, 26 de outubro de 2021

O incrível lado musical do Horror Punk - Parte 1

 A maior parte do pessoal que acompanha meu blog é formada por pessoas de fora da cena horror punk, então achei pertinente fazer esse artigo apontando tudo que o horror punk trabalha musicalmente e faz desse estilo uma coisa única.

Esse artigo também vem no intuito de expressar tudo aquilo que realmente me traz para o gênero.

PARA ALÉM DA ATITUDE DE "FODA-SE"

Existe um certo imaginário, até certo ponto reforçado pela galera do rock, que o gênero se associa a um certo "way of life" ou postura. Algumas partes dessa postura eu realmente gosto muito, como a rebeldia, um certo senso revolucionário, uma atitude crítica frente á sociedade. Essas coisas me atraem muito para o rock, o punk, o horror punk e o metal.

No entanto, algumas coisas TB associadas ao público roqueiro me são totalmente indiferentes, como cerveja (não bebo nada alcoólico há mais de 10 anos), churrasco (que acho um porre total), aglomerações (em parte por conta do autismo,em partes por achar chato mesmo)...

Mas se tem uma coisa que realmente me trouxe para o horror punk, foram os aspectos musicais.

Por mais simples e direto que seja o estilo, tem muita coisa acontecendo em uma música de horror punk, e vou postar aqui algumas delas que eu considero bacanas.


1- MIX DE MUITOS ESTILOS

Como o próprio nome diz, tem muito de punk. Mas o som vai muito além disso. O horror punk possui a qualidade de conseguir passear por qualquer gênero. Muitas bandas colocam muitos elementos de ROCKABILLY (como o Braindead em seu primeiro disco), outras muita coisa de death ou trash (como o Dead Live), muitas partem para um lance mais hardcore, enquanto outras acrescentam elementos de folk rock, blues...e muito mais.

E tem bandas que fazem tudo isso, as vezes dentro da mesma música!

Isso gera uma cena muito variada, especialmente no Brasil. Lá fora, de maneira geral, as bandas ainda se prendem a mais "padrões", ao passo que a cena nacional é extremamente variada com bandas de influências muito diversas entre si.


2- MINIMALISMO

A maior parte das composições horror punk são curtas. É difícil encontrar músicas de horror punk que passem dos 4 minutos de duração.

Isso acaba fazendo com que as bandas procurem criar estruturas mais diretas, que sejam capazes de transmitir a mensagem/ideia de forma clara. Isso é muito interessante, especialmente no rock onde muitos sub-gêneros trazem músicas longas e cheia de elementos, e que parecem trabalhar no sentido oposto.

As duas abordagens são válidas, e é muito bom ver um gênero apostando nesse minimalismo musical como proposta, certamente uma característica do punk que o horror manteve intacta.


3- MELODIAS

Não é uma prerrogativa de TODAS as bandas, mas podemos dizer sim que uma boa parte dos grupos gostam de criar melodias vocais marcantes e até certo ponto grudentas. 

Criar melodias vocais é sempre um desafio, e ver que o horror punk possui centenas e centenas de músicas com linhas vocais muito bem construídas e marcantes com certeza foi algo que sempre admirei no gênero.


4- REFERÊNCIAS

Eu adoro a quantidade gigante de referências a livros, filmes, seriados e acontecimentos reais que podemos encontrar nas letras de horror punk. É possível conhecer muito da cultura pop de horror apenas prestando atenção às letras das bandas.

Lá fora,uma coisa que eu acho muito legal é a vibe de colocar trechos de áudio de filmes clássicos em aberturas de discos e/ou músicas. Muitas bandas fazem isso (não faço ideia como fica a questão de direitos legais, mas enfim), e tentar descobrir o filme é tipo um hobby para mim.





terça-feira, 19 de outubro de 2021

LANÇAMENTO: A MORTE VEIO ANTES DO SEGUNDO TAKE e HALLOWEEN AGAIN

E aqui estão:

O sétimo disco  e o oitavo discos de estúdio da banda mais tosca e Underground do horror punk mundial: TLHP GRAVEYARD.


Não vou enrolar. Quem quiser saber mais sobre esses discos, de uma olhada no HORROR PUNK ZINE 3, onde conto em detalhes a gênese desses álbuns.

Horror Punk Zine 3: Aqui

Cantado em português e mais alguns outros idiomas como latim e guarani, "A Morte Veio Antes do Segundo Take"  investe em um som com menos influências de rock gótico, sem deixar o horror de lado.

Aqui você pode baixar o disco:

A Morte Veio Antes do Segundo Take


Já HALLOWEEN AGAIN investe na sonoridade tradicional do TLHP GRAVEYARD, onde o horror punk as vezes da espaço ao gótico. No entanto as influências estão mais abertas, como o ROCKABILLY na música "Castle of Dracula"  ou o Black metal em "The Mist".

Aqui você pode baixar:

HALLOWEEN AGAIN


Contribuições espontâneas de qualquer valor podem ser feitas via PIX, e a chave é:

19 9 9897 2653 (celular)

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

HORROR PUNK ZINE EDIÇÃO 3 NO AR!

 Eis que chegamos a terceira edição do HORROR PUNK ZINE.


Uma edição especial de Halloween, diferente das outras.

Eu sempre fui fascinado por letras de músicas de rock and roll e heavy Metal. Na verdade, foi essa paixão que me levou a estudar inglês, que por sua vez trouxe todo o resto em minha vida.E no horror punk, as letras são muito características.

Essa edição é uma homenagem à essa paixão.

Fiz uma seleção das letras que sempre embalaram meu Halloween, e as traduzi. Não fiquei restrito ao gênero Horror Punk, contudo. Bandas como Alice Cooper e King Diamond também tem grandes músicas falando do dia das bruxas.

Apesar de todas as letras aqui presentes estarem na internet há muito tempo, a maioria não tinha recebido traduções coerentes. Então acho válido.

Essa edição também marca o Lançamento do sétimo e do oitavo discos do TLHP GRAVEYARD, e conto curiosidades sobre esses 2 lançamentos. Os dois discos estão disponibilizados no esquema PAGUE QUANTO QUISER no blog oficial do projeto. Se não quiser pagar nada, é só baixar e ouvir assim mesmo, não há problema algum nisso.

Viva o horror.

Viva o Halloween.

Link: HORROR PUNK ZINE 3

terça-feira, 5 de outubro de 2021

LANÇAMENTO: ALMANAQUE DE HALLOWEEN

  Olá, people

É com alegria que hoje oficialmente estou lançando o ALMANAQUE DE HALLOWEEN.

Trata-se de um pequeno livro digital (42 páginas) com 4 contos de terror e mais muitas curiosidades e informações pouco  conhecidas relacionadas a data.

Os contos são independentes, podem ser lidos em qualquer ordem, mas fazem parte de um grande arco narrativo, e todas as histórias e personagens estão conectados de alguma forma.

AQUISIÇÃO

O material está disponibilizado na modalidade PAGUE QUANTO QUISER.

Abaixo está o link para download. Você pode baixar e após isso fazer um PIX no valor que você quiser. Se não quiser ou não puder pagar, então não pague nada. Leia, comente e compartilhe, isso também é de grande ajuda!

Enfim, chega de enrolação.

Com vocês, o ALMANAQUE DE HALLOWEEN

LINK: Almanaque PDF

Chave PIX (Pague Quanto Quiser): 19998972653 (celular)

Tarcísio Lucas Hernandes Pereira

FAQ

"Por que pagar por algo que posso ter de graça?"

R: Porque assim você está INCENTIVANDO criadores de conteúdo e valorizando o trabalho de quem está produzindo. Escrever, mesmo que Contos curtos, demanda muito tempo, dedicação e vontade.


"Por que dar a opção da pessoa pegar sem pagar?"

R: Porque eu sei que vivemos tempos difíceis, e muita gente está passando por grandes dificuldades financeiras. Tornar seu material acessível é uma coisa que eu considero obrigação de quem produz.  E também é uma forma de incentivar a leitura e o amor pelas histórias de horror.


"Vai ter versão física desse material a venda?"

R: Não. Simplesmente não compensa. Sei o quanto é interessante para algumas pessoas, mas iria encarecer o produto e as vendas não cobririam os gastos e custos do processo. Seria necessário todo um trabalho de marketing e veiculação para viabilizar isso,e olha só: esse trabalho também demandaria um investimento totalmente fora da minha realidade.

Recebi propostas de algumas editoras (duas), que eram bem pouco interessantes. Além do meu ganho ser praticamente zero,eu perderia os direitos de publicação sobre os contos.

Veria o material impresso com qualidade? Veria. Mas a um preço alto.



Aurora - Yes: Seguindo Firme e Forte (Resenha)

  A banda YES é um verdadeiro monumento dentro do rock progressivo. A banda, que se iniciou lá no final dos anos 60, marcou para sempre o gê...